Entre os 11 e 14 anos, são denominados escoteiros e escoteiras. O Programa Educativo aplicado ao Ramo Escoteiro concentra sua ênfase educativa no processo de criação e ampliação da autonomia. O jovem aprende a conviver em equipe, o sistema de patrulha e o respeito à natureza. A Tropa Escoteira é dividida em 4 patrulhas, com 5 a 8 jovens em cada. Cada patrulha tem o seu símbolo, nome de um animal, uma estrela ou uma constelação e seu monitor, que é responsável pela administração, disciplina, treinamento e boa apresentação de sua patrulha nas atividades, e sendo ajudado pelo sub-monitor. Esses dois jovens são escolhidos pela chefia após passar por uma "corte de honra".
Prometo, pela minha honra, fazer o melhor possível para: cumprir meus deveres para com Deus e minha Pátria; ajudar o próximo em toda e qualquer ocasião; e obedecer à Lei Escoteira.
1. O escoteiro é honrado e digno de confiança
2. O escoteiro é leal
3. O escoteiro está Sempre Alerta para ajudar o próximo e pratica diariamente uma boa ação
4. O escoteiro é amigo de todos e irmão dos demais escoteiros
5. O escoteiro é cortês
6. O escoteiro é bom para os animais e as plantas
7. O escoteiro é obendiente e disciplinado
8. O escoteiro é alegre e sorri nas dificuldades
9. O escoteiro é econômico e respeita o bem alheio
10. O escoteiro é limpo de corpo e alma
Patrono
Mahatma Gandhi (Advogado, Estadista e Líder Espiritual Indiano)
Maohandas Karamchand Gandhi, ou como ficou conhecido, Mahatma Gandhi, foi acima de tudo um ativista da não-violência. Formado em direito, foi um político e líder no movimento de independência da Índia, que era governada pelos ingleses. Nasceu em uma cidade do litoral ocidental, chamada Porbandar, no dia 2 de Outubro de 1869. Seu pai era funcionário público, cargo herdado pela família por gerações. Ainda criança casou-se com Kasturba, com quem teve 4 filhos homens.
Prestes a completar 19 anos, em 4 de Setembro de 1888, Gandhi parte a Inglaterra, com o objetivo de estudar Direito. Em 1891, recém-formado retorna à Índia. Sem muitas opções de trabalho, em Abril de 1893, Gandhi parte para a África do Sul, para trabalhar como advogado em uma firma comercial indiana, que desenvolvia atividades naquele país. Foi na África do Sul que ele começou a lutar pelos direitos hindus e a atuar como pacifista. Ele retorna à Índia em 19 de Janeiro de 1915 (aos 45 anos), sendo que em seu desembarque em Bombaim foi recebido como um herói, por suas lutas em favor dos indianos na África do Sul. Ele ficava cada vez mais conhecido por suas lutas pelos direitos do povo, sobretudo dos camponeses e operários mais pobres.
Em 1922, enfrenta pela primeira vez o governo britânico, ao organizar uma greve geral. Sua estratégia era a não colaboração com o governo britânico sem violência e de forma pacífica. Em março desse ano foi preso, acusado de rebelião contra o governo e condenado a 6 anos de prisão. Após 2 anos, em 1924, Gandhi foi solto, pois sofria de apêndicite aguda e precisava passar por uma cirurgia.
Em 1929, aos 60 anos, Gandhi retoma sua luta pela libertação da Índia. Nesse ano percorreu todo o país. Em 1931 Gandhi vai à Londres, para pedir aos ingleses que concedam a indepedência à Índia. Foi sua última visita à Inglaterra. Em 1932, novamente na Índia, volta a ser preso, sendo que, na época, mais de 32 mil pessoas foram condenadas por crimes políticos. Gandhi só foi solto em maio de 1933, isso porque temiam por sua vida, já que ele insistia em fazer jejum por longos períodos.
Em 8 de Agosto de 1942, o Congresso Indiano aprovou a resolução "Saiam da Índia", dirigido somente ao governo britânico, pois as forças armadas britânicas poderiam permanecer. No dia seguinte, Gandhi voltou a ser preso, assim como outros membros do Congresso. A situação então saiu do seu controle, e a violência passou a imperar. Sua esposa, Kasturba (chamada por ele de Ba = Mãe) ficou junto a Gandhi na prisão. Em 22 de Janeiro de 1944, Kasturba morreu por complicações cardíacas e bronquite. Foi uma grande perda para Gandhi. Em 6 de Maio, Gandhi é libertado, graças a pressões públicas e às advertências dos médicos (estava com ascilostomose, malária e disenteria amebiana). Essa foi a última passagem de Gandhi pela prisão.
Em 1947, era grande a hostilidade entre os hindus e os muçulmanos. Uma Guerra Civil se estabeleceu, pois a violência vinha de ambas as partes. Enquanto isso, Gandhi pregava a não-violência em suas incansáveis peregrinações. Para ele, a Índia deveria ser unificada. Em 15 de Agosto, foi oficialmente proclamada a indepedência no território indiano, já estabelecendo a divisão entre Índia (hindus) e Paquistão (muçulmanos). Nesse dia, Gandhi estava em Calcutá, pois continuava viajando e pregando a Paz. Embora a princípio hindus e muçulmanos tenham festejado a independência de braços dados, a paz não durou muito. Isso porque iniciou-se a maior migração cruzada da história. Aproximadamente 12 milhões de pessoas fugiam: os muçulmanos que estavam na Índia fugiam para o Paquistão e os hindus que estavam no Paquistão fugiam para a Índia. Em um ano e meio morreram 500 mil pessoas.
Em 1948, retornou a Delhi. Também lá assustou-se com as atrocidades cometidas, pois grupos de hindus expulsavam de forma violenta os muçulmanos que ainda restavam. Em cada surto de violência, Gandhi realizava outro jejum, em favor da união entre as comunidades. Interrompia o jejum quando o surto de violência passava. Os hindus temiam causar a morte de Gandhi e os muçulmanos temiam as represálias, caso Gandhi morresse durante um desses jejuns. No dia 30 de janeiro, após o término de um jejum que havia durado 5 dias, Gandhi foi assassinado com três tiros pelo hindu Nathuram Vinayak Godse, no jardim de sua casa, onde estava sendo realizada uma grande reunião de orações. Godse matou Gandhi por que era contra a tolerância religiosa pregada por ele, o que teria causado a criação do Paquistão, contra a qual era contra.
O cortejo fúnebre, realizado no dia seguinte, durou 5 horas, em uma procissão acompanhada por milhões até o Rio Yamuna, onde seu corpo foi colocado em uma jângada e incinerado, conforme a tradição hindu.
GOLD, Gerald. Gandhi: Uma Biografia Fotográfica. Rio de Janeiro: F. Alves, 1983.